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A UFRJ promoverá, no dia 13 de novembro de 2026, um debate institucional sobre o uso da Inteligência Artificial generativa na produção acadêmica, com foco na elaboração de monografias, dissertações e teses. O encontro será realizado das 10h às 16h30, no auditório da COPPE/UFRJ, no CT2, Cidade Universitária.
Organizado pela Câmara Técnica de Ética em Pesquisa (CTEP/PR-2), o evento terá como tema “Um debate institucional sobre oportunidades, desafios éticos e culturais no desenvolvimento de monografias, dissertações e teses na interface humanos–IA”. A programação reunirá estudantes e docentes para discutir diferentes experiências e perspectivas diante das transformações provocadas pela inteligência artificial nas práticas de pesquisa, escrita e avaliação acadêmicas.
Entre as questões que estarão em discussão estão os limites éticos do uso da IA, a relação entre estudantes e orientadores e os desafios relacionados à autoria, à confiabilidade e à integridade acadêmica. A iniciativa busca ampliar o diálogo institucional sobre uma tecnologia que vem modificando diferentes etapas da produção do conhecimento.
A programação contará com painéis discentes e docentes. Para garantir a representação dos diferentes centros e campi da Universidade, os participantes serão selecionados por sorteio público, com dez titulares e dez suplentes para cada grupo.
Podem se candidatar ao painel discente estudantes de mestrado, doutorado e graduação vinculados à iniciação científica. Já o painel docente poderá contar com professores e pesquisadores, pós-doutorandos e técnicos-administrativos em Educação com doutorado, desde que atendam aos critérios estabelecidos pela organização.
As inscrições para integrar os painéis estão abertas até 14 de outubro de 2026, e o sorteio público dos participantes está previsto para 17 de outubro. O encontro será aberto também ao público externo à UFRJ, contará com intérpretes de Libras nos períodos da manhã e da tarde e terá emissão de certificado mediante registro de presença. Não haverá transmissão ao vivo, mas as atividades serão gravadas.
O debate dá continuidade às discussões promovidas pela CTEP sobre inteligência artificial generativa. O tema vem sendo tratado de forma mais sistemática pela Universidade desde 2023 e também esteve presente em iniciativas realizadas em 2025, incluindo debates sobre autoria científica e uso responsável da IA na pós-graduação. As discussões contribuíram para a elaboração da minuta de revisão das Diretrizes de Integridade Acadêmica da UFRJ.
Data: 13 de novembro de 2026
Horário: 10h às 16h30
Local: Auditório da COPPE/UFRJ – CT2, Cidade Universitária
Inscrições para os painéis até: 14 de outubro de 2026
Fonte: Conexão UFRJ
Estão abertas as inscrições para o Processo Seletivo do Mestrado Profissional em Educação, Gestão e Difusão em Biociências (MPEGeD/UFRJ), referente ao Edital nº 1019/2026, para formação da nova turma com ingresso em 2027.
O MPEGeD é voltado à formação profissional e acadêmica na interface entre Educação, Gestão e Difusão em Biociências, promovendo a integração de conhecimentos e o desenvolvimento de práticas e projetos relacionados a essas áreas.
Os interessados em participar da seleção devem consultar atentamente o Edital nº 1019/2026, que reúne as informações oficiais sobre requisitos para candidatura, documentação, etapas do processo seletivo, critérios de avaliação, cronograma e demais orientações.
A recomendação é que os candidatos acompanhem os canais oficiais do programa durante todo o processo para verificar comunicados e possíveis atualizações.
Confira o Edital nº 1019/2026 AQUI, prepare a documentação e participe da seleção para a nova turma do MPEGeD/UFRJ.
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) promoverá, no dia 9 de março, a cerimônia de instalação dos Bancos Vermelhos, iniciativa internacional voltada à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher. A ação integra o movimento Instituto Pelo Fim da Violência contra a Mulher – Banco Vermelho, que utiliza o espaço público como forma de provocar reflexão e mobilização social.
Com a mensagem “Mulher não é propriedade. Você não está sozinha.”, os bancos vermelhos simbolizam um chamado coletivo para o combate à violência de gênero e para a promoção de uma cultura de respeito, proteção e igualdade.
A proposta do projeto é simples e poderosa: sentar e refletir, levantar e agir. Ao ocupar espaços de convivência nos campi universitários, os bancos se tornam um convite permanente à conscientização e ao diálogo sobre um problema que afeta milhares de mulheres no Brasil e no mundo.
• Centro de Ciências da Saúde (CCS)
- 11h30
• Centro de Tecnologia / CCMN (CT/CCMN)
- 12h15
• Faculdade de Letras
- 13h
• Praia Vermelha (PV)
- 15h
A instalação dos bancos vermelhos reforça o compromisso da universidade com a promoção dos direitos humanos, a equidade de gênero e a construção de ambientes acadêmicos mais seguros e inclusivos.
A comunidade universitária está convidada a participar deste momento simbólico de mobilização, reflexão e engajamento coletivo no enfrentamento da violência contra as mulheres.
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) publicou uma portaria que institui a Política de Integridade na Atividade Científica, estabelecendo diretrizes, normas e boas práticas para orientar a conduta ética de pesquisadores, instituições e beneficiários de recursos da agência.
A nova política tem como objetivo fortalecer a integridade, a transparência e a responsabilidade na produção do conhecimento científico, contribuindo para a manutenção da confiança da sociedade na ciência brasileira. O documento também busca prevenir práticas inadequadas na pesquisa e incentivar uma cultura institucional baseada em princípios éticos e na boa conduta científica.
Entre os pontos destacados pela política estão a promoção de práticas responsáveis na pesquisa, o respeito à autoria e à propriedade intelectual, a correta gestão de dados científicos e a prevenção de condutas como plágio, fabricação ou falsificação de resultados.
O CNPq também reforça a importância da atuação das instituições de ensino e pesquisa na promoção de ambientes acadêmicos comprometidos com a integridade científica, incentivando a adoção de mecanismos institucionais de orientação, acompanhamento e apuração de possíveis irregularidades.
A iniciativa integra um conjunto de ações da agência voltadas ao fortalecimento da qualidade, credibilidade e responsabilidade da pesquisa científica no Brasil, alinhando-se a práticas internacionais de integridade e governança na produção de conhecimento.
Fonte: CNPq
A professora Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, participou na segunda-feira (23/2) do programa Roda Viva, exibido pela TV Cultura. Durante a entrevista, a pesquisadora apresentou ao público a trajetória científica da polilaminina, substância desenvolvida em laboratório da UFRJ que tem possibilitado avanços no tratamento de pessoas com lesão medular.
Chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, Tatiana utilizou a expressão “colar de pérolas” para facilitar a compreensão da descoberta. A metáfora surgiu ao observar, em laboratório, a forma como fragmentos da laminina, proteína utilizada em cultura celular se organizavam estruturalmente.
“No laboratório de pesquisa, utiliza-se a laminina comercializada em pequenas frações. Um dia, observei uma espécie de colar de pérolas se formando. Ao perceber como essas ‘pérolas’ se associavam, surgiu a pergunta: será que a pérola tem funções diferentes do colar? No laboratório, sim; no rato, sim; e como medicamento, parece que sim”, explicou a professora.
A entrevista marcou também a estreia do jornalista Ernesto Paglia como apresentador do programa e contou com perguntas de jornalistas, universitários e do público. Entre os temas abordados estiveram aspectos técnicos da pesquisa, metodologia científica, indicações clínicas, financiamento da ciência, patentes, judicialização do acesso ao tratamento e os desafios da transferência tecnológica.
Durante o programa, foi exibido o depoimento de Bruno Freitas, paciente beneficiado pelos testes com a polilaminina, reforçando o impacto social da pesquisa. A cientista destacou que as aplicações intramedulares vêm sendo realizadas por equipe devidamente treinada e ressaltou que o medicamento experimental não é comercializado.
“Os medicamentos experimentais não podem ser cobrados. Ninguém paga pela polilaminina. Ela está sendo doada e fornecida sem custos pelo laboratório Cristália”, esclareceu, alertando para possíveis tentativas de golpes envolvendo a substância.
Além da repercussão científica, Tatiana Sampaio aproveitou o espaço para defender a valorização da universidade pública e o financiamento à pesquisa. “Nunca desejei essa exposição excessiva, mas um efeito colateral benéfico é trazer para o debate público a importância da ciência, da remoção de entraves burocráticos e da valorização da pesquisa como motor do desenvolvimento nacional”, afirmou.
A entrevista completa pode ser assistida no canal oficial do programa no YouTube acessando AQUI
A participação no Roda Viva consolida a polilaminina como um dos mais promissores resultados recentes da ciência brasileira, evidenciando o papel estratégico da UFRJ na produção de conhecimento com impacto direto na saúde e na sociedade.
Fonte: Conexão UFRJ