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16 10 MPB Professores Noticia capaCem professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) receberam, em 15/10, as primeiras emissões da Carteira Nacional Docente do Brasil (CNDB), durante cerimônia realizada na Arena Olímpica Isabel Salgado, na Barra da Tijuca. O evento, em comemoração ao Dia do Professor, contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Educação, Camilo Santana.

A CNDB, com validade de dez anos, será reconhecida em todo o país como documento oficial e permitirá acesso a benefícios como meia-entrada em eventos culturais e descontos em produtos e serviços. Segundo o ministro Camilo, “1,5 mil carteiras estão sendo entregues no Rio de Janeiro, como início das 2,7 milhões que poderão ser emitidas no Brasil”.

O reitor da UFRJ, Roberto Medronho, ressaltou o valor simbólico da iniciativa: “O médico tem carteira, o engenheiro tem carteira, o jornalista tem carteira, o professor não tinha. É o orgulho de poder mostrar sua identidade docente”. Já a professora Tatiana Sampaio, do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular da UFRJ, afirmou que o documento “une os professores do Brasil a partir do reconhecimento da nossa identidade”.

Outros docentes destacaram a importância de ampliar investimentos na educação. O decano do Centro de Ciências da Saúde (CCS), Luiz Eurico Nasciutti, defendeu mais recursos para ensino, ciência e inovação. A professora Mayra Goulart, do Departamento de Ciência Política (DCP) e ex-presidente da Adufrj, disse que o gesto simbólico representa valorização, após períodos de desvalorização da categoria.

O sistema para solicitar a CNDB foi aberto em 16/10, no portal do programa Mais Professores, com acesso via gov.br.

Durante o evento, Lula também destacou avanços como a ampliação da política de cotas (Lei nº 15.142) e reafirmou o compromisso do governo com a educação e a formação de profissionais nas áreas tecnológicas. “Nós precisamos formar mais engenheiros, matemáticos e especialistas em inteligência digital”, afirmou. O presidente concluiu destacando que educação é sinônimo de soberania: “Eu quero que o filho de uma empregada doméstica possa disputar uma vaga na universidade ao lado do filho da patroa”.

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Fonte: Conexão UFRJ

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